sexta-feira, 24 de julho de 2015

DESILUSÃO

2-                                                  
DESILUSÃO 

Patativa do Assaré
(Antônio Gonçalves da Silva)


Como a folha no vento pelo espaço
Eu sinto o coração aqui no peito,
De ilusão e de sonho já desfeito,
A bater e a pulsar com embaraço.

Se é de dia, vou indo passo a passo
Se é de noite, me estendo sobre o leito,
Para o mal incurável não há jeito,
É sem cura que eu vejo o meu fracasso.

Do parnaso não vejo o belo monte,
Minha estrela brilhante no horizonte
Me negou o seu raio de esperança,

Tudo triste em meu ser se manifesta,
Nesta vida cansada só me resta
As saudades do tempo de criança.

(Mantida a grafia original)


                                                            REFLEXÃO SOBRE O TEXTO

    Como educadores devemos reconhecer o valor da cultura e poesia, melhor para ainda para estimular a leitura como a poesia da sua própria cultura que retrata o seu dia e sua vida como ela, o aluno assim se aproxima da leitura e passar explorar o seu vasto mundo que ele ver desconhecido, o texto acima é de um dos maiores poetas populares do Brasil e o maior do nordeste, o patativa é um exemplo de superação e força de vontade, ainda revestido de outras qualidades que só seres humanos de grandeza de espirito carregaram nessa vida, nunca quis ganhar dinheiro cm sua obro e nem ser famoso, quis só mostrar sua gente, e a vida sofrida que eles levavam na roça a falta de assistência do governo. A partir desse momento de epifania, a arte se torna para ele o espaço da liberdade. Ela será seu “brinquedo” até mesmo nas horas de trabalho, na roça. Será distração, mas também peleja, briga com as palavras, tal a luta na batalha pela vida. aliais com sempre lembrou que a miséria de sua gente não é “culpa de Deus mais dos homens ricos ”( governos), dito no poema a morte de nanã.
       Patativa não aprendeu a ler nem escrever, mais sempre ressaltou a importância do ensino para o futuro dos jovens do país, ele citava sempre para ser poeta não tinha que ser doutor em leitura mais sim viver e ter sensibilidade no que ele quer passar, por que a poesia é a exposição de sentimentos por um com um dom da natureza, sua obra não só retrata o cotidiano de sua gente mais faz critica social ao sistema que tanto maltrata os mais pobres, a poesia que ele catava tinha estímulos dos poetas populares desconhecidos e outros mais conhecidos, mais para de grande valor que ele sempre quis mostrar ao mundo, Em seus poemas, ele reverencia Juvenal Galeno, Catulo da Paixão Cearense, Castro Alves, Camões, entre outros. Observa-se, com isso, a possibilidade de problematizar as categorias abissais, como, por exemplo, de “Em seus poemas, ele reverencia Juvenal Galeno, Catulo da Paixão Cearense, Castro Alves, Camões, entre outros. Observa-se, com isso, a possibilidade de problematizar as categorias abissais.  Segundo esse modelo estratificado, grande tradição e pequena tradição são interdependentes. Não haveria, portanto, nenhuma possibilidade de trocas entre as duas. A primeira é detentora do saber cultivado em escolas e universidades, a poesia elitizada dominadora; a segunda operaria sozinha, mantendo-se na vida dos iletrados, em suas comunidades e aldeias, vivendo do amor e sentimentos expressando o mais fiel sentimento vivido. O saber do homem da roça, do caboclo, do analfabeto é importante tanto quanto o saber dos escritórios e dos espaços acadêmicos. Não se filosofa apenas na escola, nas universidades. O matuto tem liberdade para pensar e explicar o mundo com a linguagem que tem e domina. Segundo o poeta, aquela dada por Deus, “natural”. Por isso, livremente opta pelo discurso matuto, ingênuo, simples e de grande poder de conquistas.






REFERENCIA BIBLIOGRAFICA


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